segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Relações perfeitas

Já ouviram falar em relações perfeitas ?

Eu já. E sempre pensei que as relações perfeitas só existiam em contos de fadas, filmes, séries de TV ou livros . Até que um dia fui bafejado pelo "piroco divino". E neste momento, se não tenho uma relação perfeita, com toda a certeza não andará muito longe disso :) Desde os mais inocentes olhares, os pequenos toques na mão, que me aceleram a respiração e o batimento cardíaco, até aos abraços e beijos gulosos e apaixonados (entre outras coisas que não se devem escrever num blog "decente" :D ), passando pelos momentos em que ela me fala do dia dela e eu lhe falo no meu, em que ela me conta os problemas que tem no trabalho e eu ouço, atento, ao mesmo tempo que tento pensar numa forma de a ajudar e de lhe minimizar o esforço, desde o simples acto de ver televisão com as pernas dela por cima das minhas e as mãos entrelaçadas, a nossa atracção mútua que nos descontrola, a nossa química fantástica, cuja explicação é, no mínimo, transcendental ! ... e mais um sem número de pormenores que fazem toda a diferença na relação que duas pessoas podem ter. E eu sou francamente sortudo por estar na relação em que estou :)

"Somos o Ross e a Rachel da vida real." :D

Adoro.te, amo.te e "gosto.te" como se não houvesse amanhã : )

V.

domingo, 15 de novembro de 2009

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Momentos perfeitos :)

" Porque dizer que te amo é dizer muito pouco . "

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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Some things are just meant to be ... :)


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Praias à noite


As praias são sítios verdadeiramente espectaculares. Desde que estejam limpas, arranjadas e bem frequentadas, como a maioria dos locais.

Ontem fui à praia à noite, e voltei a ter a confirmação de que, à noite, apesar de continuar espectacular, por um lado é ainda melhor. A ausência de dialectos, de bebés a chorar, do mastigar das batatas fritas da Matutano, ninguém a jogar vólei ... um sem número de pequenos pormenores que fazem uma grande diferença. O único barulho ontem à noite, cerca das 2.30 da manhã, na praia da Póvoa do Varzim, era o murmúrio das ondas do mar e dos goles que se iam dando na Super Bock (que eu não bebi), mas o Nestum, o Mendes e o Tiago fizeram isso por mim, pois alguém tinha de estar apto a conduzir, e eu troco de bom grado uma grade de minis por 50 km no Golf TDI x)

Naquele momento de ausência de conversa, porque já tinhamos conversado e depois disso voltamos a conversar, fiquei a pensar em algo: parece que, apesar de todo o mal que acontece, as coisas arranjam sempre algum meio de voltarem a atingir uma espécie de equilíbrio, de uma forma ou de outra. Não sei se é isso é necessariamente bom, mas ontem pareceu.me que se deu início a algum processo de reaproximação entre alguns elementos do meu antigo grupo de amigos, e isso é, no mínimo, razoável.

Ainda não está tudo resolvido, e existem coisas que não se podem esquecer, mas um primeiro passo é positivo.

Abraços e beijinhos ^^

sábado, 20 de junho de 2009

Crónicas de quem não tem amor a 16€


Quem é que ainda não fez compras por impulso ?

Eu já fiz. Não de roupa, nem perfumes nem coisas futéis (o que não quer dizer que não gaste dinheiro nisso, de vez em quando xD ), mas, neste caso, livros.

A minha última loucura neste campo foi ter comprado o livro "Amanhecer" (o último volume da saga "Crepúsculo", de Stephenie Meyer), livro esse que já tinha lido, em inglês e de borla. Cometi a extravagância de dar 16€ pelo raio do livro, mas no meu belo português. Como se eu não soubesse como a história vai acabar, pois acabei de ler a saga há coisa de 2 meses. Agora ando a relê-la, mas em português, porque acreditem, a tradução tem umas partes assim um bocadinho estranhas ... mas não deixa de ser uma história simplesmente genial.

Aconselho vivamente. Para todos os que querem ficar pelos filmes, perdem mais de metade da experiência "Twilight".

Portem.se bem ;)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Carta de uma vida incabada

Esta Segunda, estava eu na UM e fui ao GAA comprar títulos de transporte. Ao lado, esta uma pilha de jornais do Académico. Peguei numa cópia, como faço sempre que há uma nova edição, e pus.me a caminho do Bar da Escola de Engenharia para ler um bocado.
A minha expressão de espanto e choque verificou.se quando li o seguinte:

A carta que se segue estava em cima da escrivaninha do quarto onde foi encontrada morta uma menina de 11 anos. Ao lado da carta, estavam cartelas vazias que deveriam ter contido, nas contas dos seus pais, 83 comprimidos. Por baixo, folhas impressas com informações retiradas da internet sobre morte por abuso de medicação.

"Queridos pais
Espero que quando lerem isto já não esteja cá para vos fazer sofrer mais. Já sei que vão dizer que não é verdade que eu vos fazia sofrer, mas vocês dizem isso para me sossegar, bem tenho ouvido a mãe murmurar que qualquer dia engole os comprimidos todos que tiver em casa para se ver livre deste sofrimento. E como eu não vos consigo consolar, serei menos um desgosto. Sei que o meu lugar é junto do mano, que não pôde nascer porque iria sofrer muito e nós também. Custou.me aprender o que significava isso de sofrer, mas fiquei a saber quando me explicaram que o mano que eu tinha pedido tanto e que vinha a caminho teve de ser tirado da barriga da mãe porque os médicos disseram que ele ia ser muito deficiente. Essa foi outra coisa que tive de aprender o que queria dizer. Na minha escola, a mãe da Susi dizia que era deficiente porque só via a luz e mais nada. Mas, se calhar ela só era um bocadinho deficiente, não muito. ambém na sala do lado da nossa, havia um menino que não aprendia quase nada, era preciso repetir-lhe as coisas muitas vezes. Chamavam-lhe atrasado e tolinho, mas nunca percebi se ele era muito ou pouco deficiente.

Eu sei que o mano ia ser deficiente de outra maneira ainda mais difícil porque ia ser tolinho e ter um ar estranho, a mãe explicou-me tudo. Ela também me explicou que quando os pais ficassem velhos e morressem, não ia haver quem cuidasse do mano. Eu disse que cuidava eu, mas a mãe disse que eu ia querer fazer a minha vida e não ia poder. Então eu disse que havia tanta gente à nossa volta, entre todos iríamos conseguir. Mas a mãe insistiu que não era viável e garantiu-me que o mano ia para um lugar onde não existe sofrimento, onde estaria melhor.

Então, eu pensei que agora era a minha vez de ir também para esse lugar sem sofrimento. Depois de ter caído da varanda do quarto andar, onde mora a Petra, e fiquei assim sem sentir as pernas e a sentir mal um dos braços, nesta cadeira que me tem de levar para todo o lado, fiquei realmente esquisita sempre aqui sentada. E depois, não sei porquê, passo a vida a chorar de cada vez que alguém olha para mim com aquele olhar de pena. Eu às vezes até nem me lembro que estou assim, porque na minha cabeça eu imagino que está tudo bem, mas depois os olhos de alguém dizem que têm muita pena de mim e eu, que queria consolar aquela pessoa que ficou triste por minha causa, não consigo e choro também. Acho que também estou a ficar tolinha, até porque na escola, em vez de prestar atenção, estou a fazer desenhos de meninas com asas que voam e voam pelos meus cadernos. Não sei se sou muito ou pouco deficiente, mas cada vez me convenço que sou muito, se não fosse assim, não veria tanta gente a perguntar o que vai ser de mim agora. É engraçado, mas o menino atrasado lá da escola um dia destes viu-me a chorar e veio dar-me um abraço sem dizer nada.

Quando chegar ao pé do mano, vou contar-lhe tantas coisas, falar-lhes de vocês e dos meus amigos. Ele vai gostar de saber e até vamos brincar muito porque, se esse tal lugar não tem sofrimento, mesmo que sejamos esquisitos ou tolinhos isso não tem importância.

Um beijo enorme para todos."

No mínimo, impressionante.

Fiquei sem palavras ... não que adiantassem o que fosse, infelizmente.

Um abraço^^